A HISTORIA DE CARUARU
O que hoje se conhece como Caruaru começou tomar forma em 1681, quando o governador Aires de Souza de Castro, em 02 de junho, concedeu à família Rodrigues de Sá uma “sesmaria” com 30 léguas de extensão, à margem esquerda do Ipojuca. Mas a família só viria se instalar aqui, vinda do Recife, no final do século XVII e a Fazenda (do) Caruru, que foi o início de tudo, foi fundada logo depois, por Simão Rodrigues de Sá.
Em 1754, registra o professor Josué Euzébio Ferreira, Simão Rodrigues Duro, filho de Simão Rodrigues de Sá, casou-se com Antônia Thereza de Jesus, filha dos fundadores do sítio de Altinho. Tiveram três filhos: Joaquina Rodrigues de Jesus, JOSÉ RODRIGUES DE JESUS e Maria Conceição de Jesus. Após a morte dos pais, os irmãos foram morar na fazenda Juriti, ficando a Fazenda Caruru abandonada.
Em 1776, José Rodrigues de Jesus decidiu voltar para a fazenda do pai, casando-se em 1781 com uma sobrinha, Maria do Rosário Nunes, filha de Manoel da Silva e Joaquina Rodrigues de Jesus, numa união que até hoje têm descendentes na nossa cidade.
Pouco depois, a fazenda Caruru ganhava uma capela, dedicada à Nossa Senhora da Conceição, e uma pequena povoação começou a se formar dentro do terreno pertencente à fazenda, sendo administrada por José Rodrigues de Jesus até sua morte, em 1820, aos 64 anos de idade, sendo considerado o fundador de Caruaru pois foi de sua fazenda que nasceu a cidade.
De Vila a Cidade
Caruaru se tornou cidade, a primeira do Agreste pernambucano, pelo projeto nº 20, do deputado provincial Francisco de Paula Baptista (1811-1881), defendido em primeira discussão em 03 de abril de 1857 e tornado realidade, depois de aprovação sem debate, em 18 de maio daquele mesmo ano, com a assinatura da Lei Provincial nº 416, pelo vice-presidente da província de Pernambuco, Joaquim Pires Machado Portela.
Ao longo das décadas, a cidade cresceu e a antiga Vila do Caruru hoje é conhecida por vários títulos, como “Capital do Agreste”, “Capital do Forró”, “Princesa do Agreste”, dentre outros, dando a dimensão de sua importância política-econômica no cenário estadual.
A cultura não é menos rica. Caruaru é um reconhecidamente um celeiro de artistas. Foi em suas terras que nasceram músicos, escritores, poetas e artesãos, como Vitalino, que projetaram Caruaru para o mundo. Foi aqui que nasceram personalidades como os irmãos escritores Condé, Álvaro Lins, Austregésilo de Athayde. Até uma banda de pífanos feminina tem em Caruaru.
E a maior festa popular em dias consecutivos do país, que é o São João de Caruaru, com seus 30 dias de festa ininterrupta? No ano passado, um milhão e meio de pessoas brincaram o Maior e Melhor São João do Mundo, que pela sua autenticidade e espontaneidade constitui um dos eventos mais conhecidos do país, também colaborando para o impulsionamento do turismo e economia locais.
Os índios estavam certos. Caruaru é mesmo a terra da abundância. Viva Caruaru em seus 147 anos.
Bandeira de Caruaru
Obra do professor Amaro Matias, instituído como símbolo oficial em 13 de maio de 1972, o pavilhão de Caruaru tem fundo tricolor verde, branco e vermelho, sendo o verde-esmeralda um agradecimento à fertilidade da terra, o branco, uma celebração da paz, e o vermelho, um símbolo da coragem do seu povo.

O escudo, que fica ao centro, é repleto de simbolismo. O triângulo em azul representa a a lealdade do povo, com o sol significando majestade, abundância e riqueza da terra. A faixa em amarelo fala da nobreza com uma cruz em vermelho, símbolo da fé cristã. Abaixo, o triângulo em vermelho, cor da coragem e destemor, traz um ramo de avelozes, em homenagem ao fundador José Rodrigues de Jesus.
Em cima, uma coroa de fortalezas lembra as lutas pelo progresso e soberania da cidade que lhe renderam a fama de “Princesa do Agreste”.
As datas que se vêem na faixa amarela, abaixo do escudo, referem-se à data da criação do município (1848) e a da elevação à categoria de cidade (1857). Ladeando essa faixa, um ramo de louro (considerada a planta símbolo dos campeões desde a Grécia Antiga), lembra as vitoriosas batalhas travadas pelo desenvolvimento econômico de nossa cidade.
A bandeira deve ficar hasteada nas repartições públicas municipais em dias de festa ou de luto.
Município do Vale do Ipojuca, conhecido como a Princesa do Agreste e a Capital do Forró, Caruaru é a principal metrópole do Agreste pernambucano.
Maior centro de arte figurativa das
Américas, segundo a Unesco, é palco da mais famosa feira popular do Brasil. Dispõe de ótima infra-estrutura com hotéis, restaurantes, bares e shopping center. Seu nome tem origem ainda desconhecida. Uns acham que é uma referência ao substantivo Carruas, que significa fonte ou água que causava doenças no gado, outros acham que é uma corruptela da palavra Caruaru, que significa Rio dos Caruaras e alguns que o nome vem de uma planta chamada vulgarmente de Caruaru, que cobria um poço do Rio Ipojuca. Sua padroeira é Nossa Senhora das Dores.
A VEGETAÇÃO DE CARUARU
Tem a caatinga como vegetação dominante do município, com suas arvores típicas, como o juazeiro, a algaroba, a baraúna, o mulungu e a imburana, arbustos como o velameiro, marmeleiro, e urtiga, broméliaceas como o caroá, macambira e o gravatá e cactáceas como o facheiro, xique-xique,jurema-preta, mandacaru, coroa-de-frade e palmatória. Possui ainda, vegetação úmida e arborizada (floresta tropical) ao sul, pois faz divisa com a microrregião do Brejo Pernambucano no extremo sul do município.
O CLIMA DE CARUARU
Caruaru está situado em uma área de clima tropical do tipo semiárido, mas que devido a altitude modesta apresenta um quadro de aridez menos severa. Por estar situado a 140 km do litoral, Caruaru está sujeito ao regime de chuvas de outono-inverno típicas da zona leste oriental do Nordeste.
Seu índice pluviométrico é de cerca de 662mm, mal-distribuídos ao longo do ano.
Uma das explicações para a escassez de chuvas na região é o planalto da Borborema, a Serra das Russas, localizada no município de Gravatá, que devido a altitude provoca chuvas orográficas, fazendo assim com que o ar chegue ao interior da região mais seco.
A temperatura média anual de Caruaru é de 22,5°C, podendo as temperaturas no verão oscilarem entre 25°C a 31°C, e no inverno entre 14°C a 19°C.
OS RECURSOS HIDRiCOS DE CARUARU
O município está inserido nos domínios das bacias hidrográficas dos rios Ipojuca e Capibaribe. Os principais tributários são o Rio Capibaribe e os riachos Tabocas, Caiçara, Borba, da Onça, Olho d’ Água, Mandacaru do Norte, Carapotós, São Bento, Curtume e Taquara, todos de regime intermitente.
O município conta com os recursos dos açudes Eng°. Gercino de Pontes (13.600.000 m³), Taquara (1.100.000 m³), Guilherme (786.000 m³), Serra dos Cavalos (761.000 m³) e Jaime Nejaim (100.000 m³).
A ECONOMIA DE CARUARU
De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em 680,90 milhões de reais, sendo que 7,8% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 15,3% à indústria e 76,9% ao setor de serviços. O PIB per capita era de 2.241,87 reais.
Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 1.888,066 milhões e o PIB per capita para 4.350,00 reais.
O ponto central da economia é o comércio, notadamente as feiras livres de confecções. A feira localizada próximo ao rio Ipojuca congrega feiras de ervas, legumes e verduras, calçados e produtos eletrônicos, além da de artesanato e os mercados de farinha e de carne. Outra feira livre de destaque é a do bairro do Salgado, sazonal.
A Feira da Sulanca é outro ponto forte de Caruaru. É conhecida como a maior feira livre do mundo. Ao lado de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama é a maior produtora de confecções do Nordeste.
A cidade ainda conta com o North Shopping Caruaru e o Shopping Difusora, além do Pólo Comercial de Caruaru.
OS BAIRROS DE CARUARU
- Alto da Balança
- Alto do Moura
- Bairro Agamenon Magalhães
- Bairro Kennedy
- Bairro Universitário
- Boa Vista I e II
- Caiucá
- Cedro
- Centro
- Cidade Jardim
- Centenário
- Divinópolis
- Inocoop
- Indianópolis
- Jardim Panorama
- João Mota
- José Carlos de Oliveira
- Luiz Gonzaga
- Maria Auxiliadora
- Maurício de Nassau
- Morro Bom Jesus
- Nova Caruaru
- Petrópolis
- Pinherópolis
- Rendeiras
- São Francisco
- São João da Escócia
- Salgado
- Santa Rosa
- Vassoural
- Vila Kennedy
- Vila Padre Inácio
- José Liberato
- Adalgisa Nunes
- Universitário
- Santa Maria Goreth
- Nova Caruaru
- Fernando Lyra
- Severino Affonso
- Vila do Cajá
- Riachão
- Serras do Vale
QUADRO POPULACIONAL DE CARUARU
| Ano | População |
|---|---|
| 2001 | 253.634 |
| 2010 | 315.937 |
QUADRO EDUCACIONAL DE CARUARU
-
Ensino - matrículas, docentes e rede escolar 2009
-

Matrícula - Ensino fundamental - 2009 (1)
52.390
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino fundamental - escola pública estadual - 2009 (1)
13.549
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino fundamental - escola pública federal - 2009 (1)
0
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino fundamental - escola pública municipal - 2009 (1)
26.532
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino fundamental - escola privada - 2009 (1)
12.309
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino médio - 2009 (1)
14.004
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino médio - escola pública estadual - 2009 (1)
10.450
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino médio - escola pública federal - 2009 (1)
0
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino médio - escola pública municipal - 2009 (1)
0
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino médio - escola privada - 2009 (1)
3.554
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino pré-escolar - 2009 (1)
6.171
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola pública estadual - 2009 (1)
386
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola pública federal - 2009 (1)
0
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola pública municipal - 2009 (1)
1.885
Matrículas
-
-

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola privada - 2009 (1)
3.900
Matrículas
-
-

Docentes - Ensino fundamental - 2009 (1)
2.167
Docentes
-
-

Docentes - Ensino fundamental - escola pública estadual - 2009 (1)
526
Docentes
-
-

Docentes - Ensino fundamental - escola pública federal - 2009 (1)
0
Docentes
-
-

Docentes - Ensino fundamental - escola pública municipal - 2009 (1)
984
Docentes
-
-

Docentes - Ensino fundamental - escola privada - 2009 (1)
657
Docentes
-
-
IDH DE CARUARU
| IDH | 1991 | 2000 |
|---|---|---|
| Renda | 0,420 | 0,465 |
| Longevidade | 0,472 | 0,506 |
| Educação | 0,358 | 0,467 |
| Total | 0,450 | 0,513 |
SANEAMENTO URBANO
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Saneamento urbano
Serviços de Saúde 2009 |
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Estabelecimentos de Saúde total |
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176 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde público total |
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86 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde público federal |
|
0 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde público estadual |
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3 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde público municipal |
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83 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde privado total |
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90 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde privado com fins lucrativos |
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84 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde privado sem fins lucrativos |
|
6 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde privado SUS |
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22 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde com internação total |
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11 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde sem internação total |
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123 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde com apoio à diagnose e terapia total |
|
42 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde com internação público |
|
5 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde sem internação público |
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77 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde com apoio à diagnose e terapia público |
|
4 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde com internação privado |
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6 |
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estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde sem internação privado |
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46 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde com apoio à diagnose e terapia privado |
|
38 |
|
estabelecimentos |
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Estabelecimentos de Saúde total privado/SUS |
|
22 |
|
estabelecimentos |
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SAUDE EM CARUARU
TURISMO EM CARUARU
- Feira de Caruaru
- Alto do Moura
- São João - mês de junho.
- Festival Internacional de Folclore - mês de abril
COMUNICAÇÃO
TV ASA BRANCA - afiliada da REDE GLOBOTV
TV JORNAL CARUARU - afiliada da SBT
TV PERNAMBUCO - afilliada da TV BRASIL
TV TRIBUNA - afiliada da REDE RECORD
TV CLUBE PERNAMBUCO-afiliada da REDE BANDEIRANTES
RÁDIO JORNAL caruaru
RÁDIO LIBERDADE AM
RÁDIO LIBERDADE FM
RÁDIO 98 FM
RADIO GLOBO FM
CARUARU NOTÍCIAS
CARUARU DIGITAL
Origem do forró
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chico
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BACARMATEIROS
Bacamarte é uma arma de fogo, de cano curto e largo, também conhecida comogranadeira, reiuna, reuna ou riuna, principalmente, no Nordeste brasileiro. As granadeiras ou bacamartes que serviram na Guerra do Paraguai, em 1865, foram modificadas para que as armas se adaptassem ao uso dos bacamarteiros nas festas do interior de Pernambuco. Desde os fins do século XIX, grupos de bacamarteiros se exibem em Caruaru durante as festas juninas.
De um modo geral, o folguedo se constitui de homens portando bacamarte, que são disparados com cargas de pólvora seca, em homenagem aos santos padroeiros ou em cerimônias cívicas e políticas.
Em Caruaru, os bacamarteiros reúnem-se em grupos, troças ou batalhões, sob a chefia de um sargento e o controle geral de um comandante, que responde, perante às autoridades, pelos atiradores durante as apresentações.
A forma como os bacamarteiros se agrupam é bastante primitiva. Não há formalidades ou regulamentos. Só é necessário possuir um bacamarte, obedecer ao sargento e saber manejar a arma. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífanos, acompanham os bacamarteiros de Caruaru, ao som de uma melodia de xaxado, que é acelerada nos desfiles ou lenta nas evoluções, na apresentação das armas, na frente das Igrejas e antes do início das salvas. O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre. Os bacamarteiros oriundos dos brejos, usam chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres. Eles também colocam flores nos canos das armas.
Os comandantes exibem estrelas nos ombros e nos chapéus e usam bengalas ou guarda-chuvas como símbolo de comando. Apesar de Caruaru ser o maior pólo de bacamarteiros no Estado, existem também grupos em outros municípios pernambucanos como Cabo, Limoeiro, Belo Jardim.
LUIZ GONZAGA
Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos, ele se apaixonou por Nazarena, uma moça da região e, repelido pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, ameaçou-o de morte. Januário e Santana lhe deram uma surra por isso. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Em Juiz de Fora-MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista
Em 1939, deu baixa do Exército no Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar na zona do meretrício. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe , um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Foi lá que tomou contato com o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Foi do contato com este artista que surgiu a ideia de Luiz Gonzaga apresentar-se vestido de vaqueiro - figurino que o consagrou como artista.
Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia Guedes deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga tinha um caso com a moça - iniciado provavelmente quando ela já estava grávida - e assumiu a paternidade do rebento, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzaguinha foi criado pelos seus padrinhos, com a assistência financeira do artista.
Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e o reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, parceria com Humberto Teixeira.
Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular. O casal viveu junto até perto do fim da vida de "Lua". E com ela teve outro filho que Lua a Chamava de Rosinha.
Gonzaga sofria de osteoporose. Morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto de Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu, irritando várias pessoas que iriam ao velório e tornando Gonzaguinha "persona non grata" em Juazeiro do Norte) e posteriormente sepultado em seu município natal
LITERATURA
A nossa Literatura de Cordel, nem sempre teve este nome. Iniciou como Folhas Soltas, depois passou a Literatura dos Cegos e finalmente Literatura de Cordel. Sua origem é das mais antigas. Camões já as recitava pelas praças de Portugal, na França e na Itália já se divulgava publicamente os poemas. Para chegar ao Nordeste, ela se vestiu com trajes regionais, e está aí para todos que quiser entrar no famoso mundo da poesia.
Acredita-se que a Literatura de Cordel tenha se originado do Ibérico, sendo que, atualmente, devido a riqueza dos nossos valores da terra, adquiriu uma fisionomia própria. Conta-se no passado, o Rei de Portugal recolheu todas as Folhas Soltas possíveis que existiam, mandou imprimir, e designou toda a renda para os asilos dos cegos. Daí passou a ser chamada de Literatura dos Cegos.
Aqui no Brasil, quando o Presidente da Casa da Cultura na França - Profº Cantel - veio ao Nordeste, mais precisamente na Feira de Caruaru e viu a Poesia Popular pendurada em cordões (para venda), admirou-se com a riqueza de variedades e criação dos folheteiros, e passou a chamar de Literatura de Cordel (porque estavam penduradas em cordões).
O título pegou, e os folheteiros passaram-se a ser chamados de cordelistas até hoje. Fato ocorrido em 1976.
Pesquisa realizada com os próprios cordelistas.
QUADRILHA MATUTA
Grande dança palaciana do século XIX, protocolar, que abria os bailes da corte em qualquer país europeu ou americano, tornada preferida pela sociedade inteira. Popularizada sem que perdesse seu prestígio aristocrático, vivida, transformada pelo povo que lhe deu novas figuras e comandos inesperados, construindo um verdadeiro balé, em sua longa execução de cinco partes, gritadas pelo "marcante" ou "marcador", pisadas, aplaudidas, desde o palácio imperial aos sertões.
NOÇÕES GERAIS DA FEIRA
É no Parque 18 de Maio onde localiza-se a Feira Livre, Feira da Sulanca, Feira do Artesanato e Feira dos Importados. São 40.000 m2 de área destinada exclusivamente aos comerciantes, fabricantes e feirantes. Dentro deste espaço, existe um açougue com 306 boxes internos e 43 boxes externos. Contém também um Mercado de Farinha com 27 boxes internos e 80 boxes externos. Existem ainda 06 banheiros masculinos e 06 femininos. Tudo isto para proporcionar à todos, comerciantes ou visitantes, o melhor conforto possível. Funciona de segunda a sábado, sendo que aos sábados, está com todo seu potencial.
FEIRA LIVRE
Luiz Gonzaga cantava com letra do caruaruense Onildo Almeida "De tudo que há no mundo tem na Feira de Caruaru". Não é exagero. Realmente é a maior feira livre do mundo. Aqui todos têm o prazer de comprar carne, frutas e verduras fresquinhas. Devido ao seu tamanho, ela divide-se em vários segmentos:
* Feira de frutas e verduras:
Aqui, os comerciantes recebem os alimentos direto da CEACA (Central de Abastecimento de Caruaru), ou trazem direto das roças, e comercializam em suas barracas.
* Açougue de Carne:
A Carne comercializada é totalmente garantida. Vem do Matadouro Público Municipal, onde o animal foi morto e examinado pelos veterinários e fiscais que fazem entrega no açougue, através de um caminhão baú. Como se não bastasse, a carne ainda vem com carimbo da Secretaria de Saúde do Município.
* Mercado de Feijão e Farinha:
Assim como as frutas e verduras, chegam da Central de Abastecimento, o feijão e a farinha também participam do mesmo destino, ou simplesmente vêm de seus roçados, para serem vendidos em suas barracas.
FEIRA DE SULANÇA
Com uma quantidade superior a 10.000 bancos cadastrados, mais uma média de 20% de sulanqueiros sem lugar certo e preços altamente competitivos, onde você compra roupas à partir de R$ 1.00, faz dela a mais famosa e mais conhecida feira do mundo. Cada dia, mais e mais pessoas a visitam vindo de cidades vizinhas ou do exterior, em busca do grosso ou varejo. São em média 400 ônibus e 40.000 pessoas por feira.
PESQUISA: Conforme pesquisa realizada por 14 técnicos de uma consultoria, chegou-se aos seguintes resultados:
* 10% dos consumidores da feira são de Caruaru.
* 40% de outras cidades do interior.
* 14% são de outros Alagoas.
* 6% vem de outros países.
* o restante vem de outros estados.
* 98% dos compradores vêm todas as semanas à feira.
* 83% vêm por causa dos baixos preços dos produtos.
* 68% dos comerciantes residem em Caruaru.
* 37% das mercadorias são fabricadas na cidade.
* 64% das mercadorias vendidas, são confecções.
* 87,5% das vendas são feitas em dinheiro.
* 8,25% são efetuadas em cheques pré-datados.
* 4,25% são com cheques à vista.
* Calcula-se ainda que em cada feira comercializa-se em média R$ 1 milhão de reais.
* Na pesquisa também foram identificados 1.294 carroceiros para posterior cadastro.
FEIRA DE ARTESANATO
A Feira do Artesanato ou 'Feira dos Artistas', como o próprio nome já diz, é onde concentram-se todos os tipos de artes manuais. Formada por artistas que utilizam o barro, madeira, pedra, metal, palha, coco, cordas, couro, rede, bordados, lã, latas, como matéria-prima, para criar peças utilitárias e decorativas. Funciona diariamente das 8:00 às 17:00 h.
FEIRA DO GADO
Realizada sempre às terças-feiras pela manhã, é a feira do gado um encontro de negócios dos pecuaristas dos municípios, cidades vizinhas e outros estados, entre eles, Piauí e Maranhão. Recebe em média 2.000 bois por feira. A entrada do gado é totalmente controlada pela Secretaria de Produção Rural, onde fiscaliza a vacinação dos animais, contra Febre Afitosa e outras doenças.
Mas nem só do gado vive a feira, negocia-se também cavalos, cabras, bodes e outros animais de pequeno porte. Tem ainda bares, barracas de lanches, balança, etc. Quanto a sua origem, sabe-se que foi no Bairro do Cedro (um dos mais antigos da cidade), quando as boiadas passavam no antigo povoado chamado 'CARURU' (hoje Caruaru), parando os animais para descanso e alimento dos vaqueiros.
Atualmente localiza-se no Bairro do Aeroporto, mudança esta que já fazem uns 30 anos mais ou menos. São negociados animais de raça para criação, ou para o abate, já que o Matadouro Público Municipal localiza-se à poucos metros de distância.
ESPAÇO CULTURAL TANCREDO NEVES
Arquitetura de grande valor histórico edificado em 1935. Em 1988, após a restauração, passou a ser o Espaço Cultural. Na área interna abriga pavilhão de exposições e feiras, sede da Fundação e Cultura, Secretaria de Turismo, museus e unidades culturais. Na área externa, foi implantado o Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, com a Vila do Forró - réplica de um típico vilarejo do interior - onde se concentra grande parte dos eventos da cidade, tais como: São João e comemorações natalinas.
MUSEU DO BARRO DE CARUARU-ESPAÇO ZÉ CABOCLO
Localizado no Bloco B do Espaço Cultural Tancredo Neves (1º andar), possui em seu acervo, cerca de 2.300 peças, sendo considerado por especialistas, um dos grandes museus brasileiro do gênero, constituído por cinco ambientes, assim classificados:
* Sala Ceramistas do Alto do Moura - Mostra representativa dos principais ceramistas do barro e de seus familiares.
* Sala Mestre Vitalino e Família - Acervo composto por 67 peças originais do Mestre Vitalino, o mais destacado ceramista popular brasileiro e da produção de seus descendentes.
* Coleção Abelardo Rodrigues - Composta de importantes exemplares de outros pólos cerâmicos do Nordeste, à exemplo, Tracunhaém, Petrolina, Goiana e outros.
* Sala de Exposições Temporárias e Atividades Educativas - Espaço destinado à mostras de cerâmica com temas como Natal, Via Sacra e São João, além de exposição de vários gêneros, o local também funciona como área de atividades destinadas à rede local.
*Pinacoteca Pintora Luisa Cavalcanti Maciel - Localizada no hall do Museu, reúne significativo acervo de artistas locais enfocando a cerâmica, o Alto do Moura e o Mestre Vitalino.
Horário para visitas:
Terça à sábado: 8h às 17h.
Domingo: 9h às 13h.
Visitas escolares e de outros grupos, devem ser agendadas através dos telefones (0**81) 3722.2021 e 3721.4158.
MUSEU LUIZ GONZAGA
Instalado no Bloco B do Espaço Cultural Tancredo Neves (térreo), reúne em 3 salas, uma coleção de fotografias, documentos, troféus, roupas, discos e instrumentos musicais que pertenceram a Luiz Gonzaga. As duas salas seguintes são dedicadas aos festejos juninos da "Capital do Forró", com abordagem dos eventos, folguedos, artistas regionais, gastronomia e a devoção aos santos padroeiros da época.
Horário para visitas
Terça à sábado: 8h à 17h.
Domingo: 9h às 13h.
ESPAÇO ELBA RAMALHO
Instalado em área anexa ao Museu do Forró, reunindo fotografias, troféus, figurino e adereços de shows, discos de ouro, LP'S e outros objetos que contam a trajetória artística da cantora Elba Ramalho, reunidos pelo Fã Clube Ave de Prata.
CASA CULTURA JOSÉ CONDÉ
Localizada no Parque 18 de maio, abriga a Biblioteca Pública Municipal Álvaro Lins, Biblioteca Infantil, o Atelier de Pintura da Fundação de Cultura, a Sede da Associação dos Artistas, o Teatro Joel Pontes e a Sala José Condé, com objetos de uso pessoal e de trabalho, do grande escritor caruaruense.
CASA MUSEU MESTRE VITALINO
Localizada no Alto do Moura, à Rua Mestre Vitalino, serviu de residência do grande ceramista e família. Foi transformada em museu em 1971. O acervo é contituído pela própria edificação, em tijolos crus, que data de 1959, de objetos de uso pessoal e familiar, onde retrata a vida simples do grande MESTRE.
Horário para visitas
Segunda à sábado: 8h às 12h e de 14h às 17h.
Domingo: 9h às 17h.
MEMORIAL MESTRE GALDINO
Localizado também no Alto do Moura, mais precisamente à Rua São Sebastião, é composto por peças do ceramista e poeta popular Galdino. Ilustrando a exposição, exemplares originais de poesias, fotografias e textos sobre a vida e obra do artista.
Horário para visitas
Terça à sábado: 8h às 17h.
Domingo: 9h às 13h.
SERRA DOS CAVALOS
Reserva de preservação permanente no Capítulo de Meio Ambiente da Lei Orgânica Municipal, reconhecida pela UNESCO, através do Bureau da França como "RESERVA DA BIOSFERA DA MATA ATLÂNTICA. Com uma altitude máxima em torno dos 900 metros, compõe uma área de brejo medindo 359 ha. Trata-se de uma reserva estadual de Mata Atlântica de proteção ambiental municipal, o Parque Ecológico Professor João Vasconcelos Sobrinho.
Contém 5 açudes que ajudam no abastecimento da cidade, provenientes de nascentes localizadas na própria reserva. A vegetação consiste de capoeiras, fruteiras, cultivos comerciais, e de subsistência. Como atrativos, existem alguns pontos para contemplação em mirantes naturais e várias trilhas usadas pelos naturalistas que por aqui passam.
Em sua fauna, destacam-se o lobo guará, paca, roedores, cobra coral verdadeira, cobra rainha, aves como o jacu, beija-flor, sabiá, gaviões e o pintor verdadeiro. Aparecem também várias propriedades rurais como pequenos sítios, fazendas, e ainda uma comunidade religiosa Hare Krishna, todos empenhados no bom estado de preservação e limpeza. As Universidades Federais, Rurais e Sociedade Nordestina de Ecologia, são entidades que realizam pesquisas sobre fauna, flora e hidrologia no âmbito da reserva.
Curiosidade: No inverno, só conseguia chegar à Serra em lombo de animais. Era impossível trafegar carros pelas ladeiras das estradas. Daí o nome "Serra dos Cavalos".
TRILHAS ECOLÓGICAS
Entre outras trilhas localizadas na Serra dos Cavalos, destacam-se as seguintes:
Trilha da Cachoeira do Nestor
Tem início na Fazenda Santa Maria no município de Caruaru, terminando na Cachoeira do Nestor, município de Altinho. Sua extensão é de 3 Km em terreno irregular. Em seu percurso, contempla-se mirantes, afloramentos rochosos, furnas, bicas, sítios, casas de farinha e cachoeira.
Trilha do Açude Aluízio de Azevedo
Situada na Serra dos Cavalos, tem uma extensão aproximada de 2 Km. Em seu percurso, contempla-se o açude Aluízio de Azevedo, trechos de matas, bromélias, samambaias e orquídeas, além de um banho de bica.
PEDRA DA TORRE
Localizada na Fazenda da Torre, a uma distância de 20 Km da cidade. Pedra em formato de 2 torres, sendo cortada pelo Rio Ipojuca, formando uma pequena garganta, com altura aproximada em 20 metros. A vegetação local é constituída por bromélias, cactáceas e arbustos. O seu redor está tomado por área de pastos de cultivos comerciais e de subsistência.
PEDRA DO SÍTIO ZAMBA
A uma distância de aproximadamente 59 Km da cidade, localizada no Sítio Zamba, ergue-se esta magnífica pedra, com aproximadamente 8 metros de altura e formato circular. Em sua face sudoeste, há ocorrência de alguns grafismos de tonalidade ocre. Um pouco abaixo da pedra, encontra-se o caldeirão que é usado pelos moradores, como reservatório de água.
HISTÓRIA POLITICA DE CARUARU
A emergência da cidade não significou, no caso de Caruaru, a emergência da cidadania. Pelo contrário, a cidade registra uma longa tradição coronelística, do que é exemplo a influência das famílias Vieira de Melo, Porto, Pontes, por longos períodos na história local. Porém nosso mandonismo precisa ser mais bem explicado, já que muito cedo nossos comerciantes também exerceriam forte pressão política. Primeiro eles se candidataram a cargos públicos, criaram a União Caixeiral (1911) para controlar os trabalhadores do comércio e, logo em seguida, a Associação Comercial (1920) que passaria a fazer uma pressão constante sobre o poder público local.
Mesmo assim, a política local sempre foi marcada por denúncias de fraude, rivalidades ferrenhas e violência desmedida. Desta forma, Vieiristas, Portistas, Marizistas e Guilhermistas, nossas primeiras correntes políticas, agitaram a pacata cidade até as primeiras décadas do século XX. Para os grupos dominantes na cidade, política significava fechar acordo com as oligarquias estaduais, garantir privilégios e controlar os eleitores. Já para o povo pobre, política significava votar nos coronéis para na hora da necessidade econômica, do socorro médico e da proteção policial, merecer um favor.
Esse conceito de política está arraigado em nossa cultura de tal maneira que o caráter conservador da política local se faz sentir até os dias atuais. Das intervenções da Era Vargas às disputas entre pessedistas e udenistas até os anos 60, a cidade assistiu a nossos políticos oscilarem entre posições curiosas de civismo, patriotismo e anticomunismo, sem, contudo, alterar o estilo conservador e autoritário de fazer política. É mesmo de admirar que uma grande expressão política de caráter democrático viesse brotar de tão distante lugar para brilhar no cenário nacional e internacional. Não era um político tradicional, era um crítico literário, entretanto chegou a ministro da casa civil do Governo Juscelino Kubtscheck de Oliveira depois de defender a legalidade constitucional e criticar uma tentativa de golpe iminente.
Do mesmo presidente foi ainda embaixador em Portugal, quando chamou atenção de todos por se posicionar contrário à ditadura de cunho fascista de Salazar e garantir asilo, na embaixada brasileira, a dissidentes daquele regime tirânico, fato que acabou por levar ao seu rompimento com próprio presidente JK. É claro que estou a falar do imortal Álvaro Lins, aquém, quando tentou ser deputado federal, Caruaru não deu os votos de que precisava. Até hoje a nação portuguesa não esquece a atitude de Lins a favor da democracia e contra a ditadura fascista. Já em Caruaru, poucos se inspiraram naquele que foi o maior político da cidade no século XX.
A escola populista também deixou por aqui as marcas do personalismo e do paternalismo quando apareceram líderes carismáticos posando de pai do povo. Parece que a política local foi fértil em produzir líderes exóticos. Não é à toa que se comenta, nos bastidores do folclore político, que até personagens humorísticos e novelescos de sucesso nacional foram inspirados nos políticos de Caruaru.
Desde a abertura política em meados dos anos 70, assistimos a Fernando Lira defender a redemocratização e se envolver na campanha das Diretas Já, enquanto, dentro da cidade, João Lira emergia como uma forte liderança, juntamente com José Queiroz e Tony Gel, sendo que esses dois últimos fizeram da radiofonia uma ponte que os conduziu ao poder. Daí para frente a cidade não teve muitas novidades, as disputas políticas se polarizaram. Nem projetos, nem novas lideranças políticas populares. Nem mesmo o Partido dos Trabalhadores, que foi a maior novidade na política brasileira contemporânea, conseguiu se firmar como alternativa política em Caruaru.
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12/10/2011 14:28———
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